sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Hoje

A coisa mais importante que você possui hoje, é o dia de hoje.

O dia de hoje, mesmo que esteja espremido entre o ontem e o amanhã, deve merecer total prioridade.

Só hoje você pode ser feliz...

O amanhã ainda não chegou... e já é muito tarde para ter sido feliz ontem.

A maior parte das nossas dores é fruto dos restos de ontem ou de medos do amanhã.

Viva o dia de hoje com sabedoria...

Decida como irá alimentar os seus minutos, o seu trabalho, o seu descanso...

Faça tudo o que seja possível para que o dia de hoje seja seu, já que ele lhe foi dado tão generosamente.

Respeite-o de tal maneira que, quando for dormir, você possa dizer: hoje eu fui capaz de viver e amar...

Hoje fui feliz!!!

* * *

Mario Campelo

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A Verdadeira Coragem...

A verdadeira coragem é demonstrada pela maneira como se enfrenta a batalha da vida, no seu dia-a-dia.

Convém não confundir a coragem com a temeridade.

Aquela é calma e constante, lúcida e criativa, enquanto a outra se apresenta desesperada, agressiva, irritada.

A coragem nasce da fé que sabe o que deseja e se empenha para consegui-lo. Enfrenta os obstáculos sem enfraquecer-se e resiste ao tempo sem perder o valor.

Raciocina antes de agir e permanece iluminada pelo ideal, enquanto se mantém no campo das lutas.

Demonstra a tua coragem, agindo sempre com acerto e equilíbrio.

* * *

Joanna de Ângelis
(Extraído de "Vida Feliz"

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Quando...

Quando nas horas de íntimo desgosto o desalento te invadir a alma, e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-Me: Eu sou Aquele que sabe sufocar o pranto e estancar as lágrimas.

Quando te julgares incompreendido dos que te circundam, e vires que em torno de ti há indiferença, aproxima-te de Mim: Eu sou a Luz sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos.

Quando diminuir o ânimo e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me: Eu sou a Força capaz de remover as pedras do caminho e sobrepor-te as adversidades do mundo.

Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da vida, e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de Mim: Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranqüilidade para teu espírito.

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade, invoca-Me: Eu sou a Paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos, e triunfar nas situações mais difíceis.

Quando te debateres nos porquês da dor, e tiveres a alma machucada pelos espinhos, grita por Mim: Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e te diminui os padecimentos.

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes, e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim: Eu sou a Sinceridade que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e à plenitude de teus ideais.

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração, e tudo te causar aborrecimento, chama por Mim: Eu sou a Alegria que insufla alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior.

Quando, um a um, te fenecerem os mais belos sonhos, e te sentires no auge do desespero, apela por Mim: Eu sou a Esperança que te robustece a fé e te acalenta os ideais.

Quando a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas, e experimentares a dureza do coração humano, procura-Me: Eu sou o Perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação do teu espírito.

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te inundar a mente, recorre a Mim: Eu sou a Crença que te completa de luz e entendimento, e te habilita para a conquista da felicidade.

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera, e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de Mim: Eu sou a Renúncia que te ensina a esquecer a ingratidão dos homens, e a esquecer a incompreensão do mundo.

E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canto, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Chamo-Me Amor, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito. EU SOU JESUS!



Autor: Amilton Menezes

terça-feira, 24 de julho de 2007

Compromisso com a Consciência

Você certamente já leu ou ouviu algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?

No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres:

“Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa”, “Foi extraviada grande porção de otimismo. Quem a encontrar favor devolver no endereço citado”.

Ou então, “Incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano” ou “Naufragou a honestidade de beltrano.”

Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.

Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.

No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes.

Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde.

Contou-nos um amigo, jovem advogado que trabalha num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:

“Quero que você arquive estes processos.”

O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: “Porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor”.

O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.

Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.

Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.

Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:

“Este Espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são, a fidelidade e a honestidade, roubados.”

Felizmente isso não aconteceu.

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Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente.

Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos.

Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral.

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"Prefira afrontar o mundo servindo a sua consciência,
a afrontar sua consciência para ser agradável ao mundo."

Humberto de Campos

sexta-feira, 20 de julho de 2007

MEUS SECRETOS AMIGOS

Paulo Sant'Ana

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Saiba detectar e eliminar falsas crenças que atrasam a vida

por Patricia Gebrim


É claro que todos nós queremos viver bem, queremos fazer escolhas que nos tragam bem-estar, queremos viver de maneira que, ao chegarmos aos "150"(!)
anos de uma vida rica e divertida, ainda tenhamos vontade de ficar mais um pouquinho para celebrar tanto crescimento, aprendizado e conquistas.

Mas se é isso o que queremos, por que tantas vezes ao olharmos para trás, ao invés de enxergarmos uma vida rica e diversificada, nos deparamos com uma
série de repetições? É claro que uma ou outra coisinha muda... mas muitas vezes pensamos:

- Por que estou vivendo isso DE NOVO????

Repetimos, repetimos, repetimos... isso era o que Freud chamava de neurose.
Alguém menos científico talvez chamasse de burrice, o que seria uma grosseria e tanto. Eu chamo de falta de consciência.

Pense em nossas mentes como se fossem computadores . Nesses computadores, desde crianças, são inseridos dados que formam sistemas de crenças, que passam a ser a base de nossas escolhas. Preste atenção... esses dados são meras percepções que temos da realidade, e não a realidade em si! Para
esclarecer: "interpretamos" a realidade, transformamos essas interpretações (que são meramente subjetivas) em dados, com esses dados criamos crenças, e
passamos a viver com base naquilo que acreditamos.

Escolhemos a partir do que acreditamos.

Assim, se existe uma escolha que não esteja inserida em nosso sistema de crenças, simplesmente nem a percebemos. Simples assim...

O problema é que não nos damos conta de que isso acontece e esse sistema de crenças passa a ser acessado automaticamente, sem que nós o questionemos mais. Aí está a causa de nossa falta de liberdade na vida. Continuamos, como robôs obsoletos, reproduzindo as mesmas situações de muitos anos atrás.


Vivemos com base naquilo em que acreditamos, mas essa percepção que temos da realidade não é a realidade em siNão seremos capazes de viver coisas novas e criativas em nossas vidas enquanto formos prisioneiros de crenças obsoletas e disfuncionais. Só para que tudo isso não fique muito teórico... imagine
que Joãozinho estivesse um dia brincando em sua casa e que, sem querer, tenha deixado cair e quebrar um vaso de sua mãe.

Ele fica um pouco apreensivo, mas continua brincando. Em breve sua mãe chega, vê o vaso quebrado, sobe correndo para o quarto, faz as malas e vai embora.

Joãozinho, confuso, pensa que o fato de ter quebrado o vaso fez com que sua mãe o abandonasse (essa é sua "interpretação" do que aconteceu, e não a realidade!). Em seu computador fica gravado:

- Se eu errar vou perder pessoas que amo.

Ele não sabia que sua mãe tinha acabado de ter uma discussão horrenda com seu pai e que eles tinham decidido terminar o casamento. Ele não sabia que a
ida de sua mãe nada tinha a ver com o vaso quebrado. Ele era apenas uma criança, e nem poderia saber dessas coisas...

A partir daí, no entanto, Joãozinho começa a tentar evitar o erro a qualquer custo. Cresce... torna-se um homem esforçado, rígido, que cobra demais de si
mesmo e das pessoas ao seu redor. E começa a perceber que acaba sempre sendo abandonado... por sua primeira namorada... por sua segunda namorada... por sua terceira namorada...

Por mais que se esforce em acertar, sempre algo parece dar errado.

Tente perceber a crença: " Se eu errar serei abandonado"

Ora, todas as pessoas erram!!! Será que ele está sendo abandonado porque está cometendo erros? Ou porque acabou se tornando rígido e exigente demais?
Ou porque acabou escolhendo as pessoas erradas??? Ou... ???

Pense em quantas possibilidades existem a ser investigadas.

Mas na mente de João não existem esses questionamentos. Ele tem "certeza absoluta" de que foi abandonado porque errou em algo. É assim que funciona.
Quando uma crença se instala, deixamos de questioná-la. E deixamos de investigar a realidade.

Descubra e acabe com suas falsas crenças

Pense um pouco em sua história de vida. Olhe com mais atenção. Procure por suas crenças. Uma boa pista é tentar encontrar fatos que se repetem. Siga as
palavras "sempre" e "nunca".

Você acaba sempre perdendo o emprego? Atrai sempre um parceiro que trata você com menos consideração do que você gostaria? Nunca consegue se sentir pertencendo a um grupo? Está sempre sozinho???

Escreva em uma folha de papel aquilo que vem se repetindo em sua vida.

Tente depois encontrar a crença que se esconde pro trás daquelas repetições.
Vou simular alguns exemplos só para ajudar você:

Eu sempre perco o emprego. - Crença: Não sou bom o bastante

Nunca me tratam com consideração. - Crença: Eu não mereço ser amado

Nunca me sinto pertencendo a um grupo. - Crença: As pessoas não gostam de mim

Estou sempre sozinho. - Crença: Não consigo interagir com as pessoas

Quando você tiver detectado as crenças... QUESTIONE-AS!!! Parece simples, e é, só que raramente fazemos isso. Pergunte a si mesmo:

- Você REALMENTE acredita que isso seja verdade?

É verdade que você não é bom o bastante? Que não merece ser amado? Que as pessoas não gostam de você? Que não consegue interagir com as pessoas?

Pense racionalmente sobre essas coisas... você REALMENTE acredita nisso???

Se você der a si mesmo a chance de olhar mais uma vez para tudo isso, estará dando os primeiros passos em direção a uma nova vida. Tudo começa a partir
desse novo olhar. A partir do momento que temos consciência de que um sistema de crenças está nos fazendo mal, podemos optar por descartá-lo.
Podemos retirar esse programa de nossas mentes e viver a vida como a vida deve ser vivida... descobrindo-a a cada momento... sem verdades absolutas... sem prisões conceituais... vivendo com o prazer do novo, a curiosidade da criança e a liberdade de nossas asas.

Pare de repetir. Experimente a vida! Você vai agradecer a si mesmo por isso quando chegar a seus 150 anos!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O que é mais?

O que é mais:

Perdoar ou pedir perdão?

Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor.

Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê.

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.

É sempre importante saber que: Perdoar é o modo mais sublime de crescer e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar...



O que é mais:

Amar ou ser amado?

Amar significa tudo aquilo que todo mundo deve.

Ser amado significa tudo aquilo que todo mundo deseja.

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.

E sempre importa saber que: Ninguém pode querer amar sem se esquecer, e ninguém pode querer ser amado sem se lembrar de todos...




O que é mais:

Abrir a porta ou abrir o coração?

Quem abre a porta mostra que vai receber alguém .

Quem abre o coração quer que ninguém fique fora.

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.

E sempre importa saber que: Abrir a porta é o modo mais delicado de ser bom, e abrir o coração é o modo divino de amar ...



O que é mais:

Ir à lua ou ficar na terra?

Quem vai à lua vê mais um tanto de tudo que Deus fez.

Quem fica na terra vê mais um tanto do que o homem pode .

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.

E sempre importa saber que: Quem vai à lua deve voltar à terra, e quem fica na terra deve ir aos outros ...



O que é mais:

Dar ou estender as mãos?

Quem dá mostra que se despoja de alguma coisa.

Quem estende as mãos mostra que quer alcançar alguém.

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.

E sempre importa saber que: Dar é um gesto de bondade, e estender as mãos é um gesto de bondade que sublima...



O que é mais:

Levar rosas ou enxugar lágrimas?

Quem leva rosas mostra que se lembrou de alguém na felicidade.

Quem enxuga lágrimas mostra que não esqueceu de alguém na infelicidade.

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais.

E sempre importa saber que: Levar rosas é um gesto de amor que todo mundo faz, e enxugar lágrimas é um gesto que só o amor faz a todo mundo!

(De João Augusto)